Costa Portuguesa em 2100

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Previsão da Costa Portuguesa em 2100 devido à erosão e ao degelo dos glaciares e das calotes polares, provocado pelo aquecimento global…

Aquecimento global da Terra. A maior parte da costa portuguesa, entre Viana do Castelo e Nazaré, e entre a praia do Ancão e Vila Real de Santo António, a sul, corre risco de erosão e perda de terreno

 A maior parte da costa portuguesa – 67%, dizem os estudos preliminares – está em risco de erosão e perda de terreno durante as próximas décadas devido às alterações climáticas. No entanto, não há nenhum estudo integrado que permita avaliar com exactidão o que vai acontecer, e onde, e que medidas são necessárias para minimizar estragos.
A crítica é do físico e investigador Filipe Duarte Santos, que coordena o projecto PortCoast, para a avaliação das alterações climáticas nas regiões costeiras em Portugal, que ontem esteve em foco no encontro internacional “Climate change impacts on South-European coastal ecosystems”, a decorrer até amanhã na Faculdade de Ciências de Lisboa.
Foram as pesquisas realizadas durante os primeiros anos da década pelo projecto SIAM (também coordenado por Duarte Santos), que permitiram a primeira avaliação global das consequências do aquecimento global no País, pondo em destaque as sombrias previsões para a costa portuguesa.
Especialmente vulnerável (dentro dos tais 67% em risco de perda de terreno) é uma linha quase contínua entre Viana do Castelo e a Nazaré, e ainda uma outra, na costa sul algarvia, entre a Praia do Ancão e Vila Real de Santo António.
“Mas estes dados, bem como os recolhidos por um estudo do INAG, são apenas preliminares”, sublinha o especialista. “Não existe nenhum estudo integrado, que permita perceber, por exemplo, que zonas devem ser reforçadas para poderem manter a ocupação humana ou, pelo contrário, devem ser desocupadas, porque vão ficar submersas devido à subida do nível do mar”, explica Duarte Santos, notando que um estudo desse tipo “compete às autoridades e poderia ficar completo em três anos”. Sem um passo desse tipo, avisa, “não poderá ser delineada nenhuma estratégia global para a costa portuguesa, para fazer face às consequências das alterações climáticas em relação a esta questão”.
Um dos dados preliminares do projecto PortCoast, que só terá resultados definitivos no próximo Verão, aponta entretanto para a possibilidade de um aumento do afloramento costeiro na região de Portugal, em consequência do aquecimento global, o que poderá trazer boas notícias para a pesca. “Mas isto tem que ser confirmado”, adianta Duarte Santos.
Noticia do DN (7-2-08)

O professor

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